A importância dos mitos

Você acha que a mitologia é coisa de escola ou enredo de filme?

A história da humanidade está repleta de mitos e lendas. E eles habitam um limiar entre o conhecido (a mensagem que está na superfície) e o desconhecido (as mensagens profundas, que dependem de interpretação).

Os mitos constituem a história sagrada de um povo e que se confunde com a história de fato.

Um mito deixa de ser sagrado quando as pessoas deixam de acreditar nele. Como o que aconteceu com a rica mitologia da Grécia e Roma, consideradas o berço da civilização ocidental.

Existem outros tipos de mitos: os orientais, dos povos indígenas, celtas, vikings, africanos…. Cada povo traz em sua construção histórica as suas crenças sobre o surgimento do universo, as leis que o regem e figuras sagradas.

Nesse sentindo, as histórias da Bíblia também podem ser consideradas mitologia, no sentido de representar a história sagrada de um povo e que ainda hoje tem muitos fiéis e seguidores.

Dentro do mito, as ações têm relação de causa e efeito, que abordam temais universais como os mistérios do nascimento, morte, casamento, puberdade, dinâmicas de relacionamento, ciúme, traição, vaidade, ira, ganância… assuntos que ainda nos tocam, mesmo nos tempos atuais.

A história do mito revela perigos, riscos, dificuldades e muitas vezes indica caminhos.

Essas narrativas são produto do inconsciente, ou seja, são manifestações de pensamentos que transbordam e encontram aqui fora consonância entre aqueles que ouvem essas histórias.

Os mitos continuam despertando nosso interesse porque fazem sentido até hoje. Porque falam de assuntos primordiais do ser humano, porque relatam dinâmicas psíquicas nas quais vivemos: o amor impossível, as traições em um casamento…

Uma das linhas terapêuticas que eu sigo, a Psicologia Analítica, fundada pelo psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Jung, se dedicou a um extenso estudo da mitologia de vários povos e os contos para determinar essa importância psíquica no tratamento dos pacientes.

A vida cotidiana é concreta, dura, objetiva, porém, por meio das narrativas mitológicas e dos contos também, podemos acessar aspectos mais profundos de nossa história de uma maneira indireta, figurada e fantástica.

As históricas mitológicas constituem um dos principais estudos comportamentais em uma época em que não se tinha acesso à neurociência e nem existia a psicologia ainda.

A partir dessas narrativas, os pensadores greco-romanos mapearam dinâmicas de funcionamento da nossa psique que permanecem atuais até hoje e que nos ajudam a compreender nossas questões internas.

E é por isso que eu gosto tanto de usar como ferramenta de autoconhecimento na minha clínica.

Quando uma paciente percebe que sua trajetória é semelhante a de Perséfone, por exemplo, podemos navegar pelo mito descobrindo causas, desafios, perigos, alternativas e fazer uma paralelo com a vida real em busca de respostas para suas angústias.

Não há nada de místico nisso e sim muito estudo teórico e compreensão das dinâmicas da psique do ser humano.

Para você ter um pouco desse gostinho, fiz um teste online e gratuito para você perceber qual deusa está mais presente na sua psique. Esse teste foi baseado no livro “A Deusa Interior” de  Jennifer Barker Woolger e  Roger J. Woolger.

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