A mudança é importante

Hoje eu vou contar uma história para você.

Era uma vez uma garotinha que amava seus cabelos longos. Eles eram tudo para ela. Essa garotinha foi crescendo, virou adolescente, passou para a fase adulta e os longos cabelos continuavam lá.
Algumas vezes ela mudou a cor, cortou as pontas, cortou franja e repicou. Mas o comprimento estava sempre abaixo dos ombros.

Mesmo que provocada a mudar, ela nunca tinha coragem. O que a impedia era uma série de fatores, mas o principal era estético mesmo. Além de toda uma gama de conceitos formatados de que as mulheres bonitas, bem sucedidas e poderosas tem que ter cabelos compridos.

Questionar esse valores, questionar como ela seria vista pelo outros, alterar sua imagem há tanto tempo consolidada eram pontos que a deixavam com medo.

Um dia, depois de se tornar coach, de passar por várias sessões e cursos (sim, os coaches tem que passar pelo processo) ela percebeu que esse medo de mudar estava enraizado em vários aspectos da vida dela. E que a estavam impedindo de ver e viver a vida de uma forma mais positiva.

Respirou fundo, foi até o seu cabeleireiro de confiança (o mesmo há mais de 15 anos) e disse para cortar. Mais curto que chanel, quase um pixie.

Até a chegada ao salão ela já tinha elaborado uma série de respostas às suas travas:
– E se ficar ruim? – Dizia seu lado conservador.
– E se não ficar?
– E se sua família não gostar? – Continuava o conservador
– Cabelo cresce.
– E se der muito trabalho?
– Eu me adapto.
E a discussão mental continuava. Até que ela disse a si mesma: “se eu não conseguir fazer uma simples mudança em meu cabelo, como serei capaz de inspirar os meus coachees a mudarem suas vidas?”

Essa frase calou todos os pensamentos negativos. Isso e o fato dela ter decidido doar para uma ong que faz perucas para crianças com câncer.

O resultado? Foi um dia de vitória! O corte ficou bom, ela ficou feliz com a sua atitude e as pessoas também aprovaram.

Mas o mais importante de tudo é a lição que fica.

Quantas e quantas oportunidades perdemos por não confrontarmos nossas crenças?

O quanto o hábito ou uma situação confortável está te privando de ter mais qualidade em sua vida, de arriscar um emprego melhor, de tirar do papel aquele velho sonho de ter seu próprio negócio?

Questione suas crenças mais profundas, proponha-se a fazer uma pequena mudança primeiro e vá persistindo. E no final você irá sentir o poder libertador de fazer o que realmente te faz feliz.

A garotinha da história você já adivinhou quem é, não?

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